(Source: quase-perfeita, via inc0nformada)
Sabe o que é Zé? Eu me entreguei demais. Entreguei-me de corpo e alma, pra falar a verdade. Minha mãe costuma dizer que homem gosta do que não é fácil. E é verdade mesmo, sabe. Eu me entreguei a essa falso amor. Confesso que fui estúpida, fui muito idiota, e boba. Deixei-me levar por falsas esperanças, e plantei famor em terrenos inférteis. Fui menina ingênua, acreditando em amores fáceis e perfeitos, que são raros. E cá estou eu. Eu me sinto impotente, ao olhar pra ele, e ver a outra sentindo aquele cheiro maravilhoso, enquanto deveria ser eu lá, nos braços dele, bem apertada. Eu vou tentando seguir, esquecer. Mas a cada linha sobressaltada eu vou lendo o nome dele. E bem, estou ficando louca. Quero me internar no hospício do coração dele. Não é bom, não me faz bem. Eu quero me desligar, mas não consigo. Meu destino é entrelaçado ao dele, de forma que não consigo soltar. Nem sei se realmente quero, de verdade. Lá no fundo ainda brota uma chama de esperança em mim, e é nela que eu tô me prendendo. Eu o amo Zé. Ele é tudo pra mim. Não sei viver sem aquele soriso besta que ele dá de lado, nem sem aquele cheiro encantador próprio dele. Nem me imaginar com aquele poder que ele tem de me persuadir, e ficar mais seduzida com ele. Eu sei, que quando ele mostrar a ela o que é realmente, ela vai se desencantar. Vai perceber o quão imperfeito ele é, e o amor vai acabar. E como eu torço pra isso acontecer logo, viu? Tô aqui ansiosa, esperando no camarote essa cenaacontecer. Porque no final das contas, sou eu, a única capaz de amá-lo, no pacote completo: defeitos, manias chatas e fascinação por coisas bestas. Sou eu, Zé. Eu nutro aqui dentro amor infinito e puro, por ele, de forma que ninguém mais possui. Não a outra. A outra é passageira Zé, é amor passageiro. Sou eu a garota dele. Ou pelo menos a que deveria ser.
(via deteriorate-d)
(Source: meuspassosesquecidos, via heey-youmakemesmile)